A DANÇA
SÃO PAULO
Investigação visual sobre o movimento, a penumbra e a densidade inegociável da anatomia masculina.
A Fricção dos Corpos e o Foco no Masculino
A série A Dança investiga a anatomia do movimento noturno e a densidade dos corpos na penumbra de São Paulo. Ao recusar o retrato convencional e a nitidez fisionômica, a câmera não busca a identidade civil do indivíduo, mas a sua presença somática: a pulsação do músculo, o ritmo da celebração e o magnetismo da matéria viva.
No ambiente da festa, o anonimato opera como potência estética. A composição captura a sensualidade em estado de descontração, onde o corpo masculino instaura um ponto inevitável de atração: a virilidade, o volume e a provocação visual como forças que permanecem e não saem da cena.
“Não se vê com nitidez rosto, cara, mas você vê um corpo. existe a presença, nas fotos existe inclusive mt movimento, a festa está presente”
“E sobretudo o foco no masculino”
“O homem, o corpo do homem, sensualidade, virilidade descontraída, mas a medida inclusive que o carrossel vai andando essa descontração revela um foco, um ponto de olhar, uma representação do homem, o volume, o pau, que estão ali, não saem dali, nunca sai dali, nunca vai sair de homem algum”
“E que o homem sabe que existe, e que por mais descontraído que esteja esse homem, ele provoca o olhar e ele gosta”
A DANÇA
SÃO PAULO
DALLIDO.1988
Sem conclusão explicativa. A experiência visual encerra-se deixando a série aberta à contemplação e à interpretação.